Resenha / O Grande Gatsby

Autor: F. Scott Fitzgerald Ano: 1925

Uma estória de amor e desencontro entre Jay Gatsby e Daisy Buchannan contada aos olhos do primo Nick, este que veio da terra de ninguém a região de West Egg onde, até hoje, as monumentosas mansões podem ser observadas. Gatsby, rico e de uma fama frágil que por amor e aceitação social saiu da pobreza de não ter nada para comer até contrabandear bebidas e trocar seu nome. Ele encontrou com Daisy antes de tudo isso acontecer em sua vida e a amou, ela o amou de volta, só que Daisy era uma menina de família rica e acostumada as mordomias que no primeiro desafio posto pela vida age com a futilidade habitual e casasse com Tom Buchannan, jogador com uma riqueza já confirmada.

Na primeira vez que Daisy encontra-se com a amante de Tom, ela a atropela e toda a culpa recai sobre Gatsby por ter sido o carro dele o instrumento do homicídio ou pelas palavras proferidas por Tom ao marido da defunta. Wilson, o marido, era um simples homem que somente conhecia a justiça do olho por olho e não pesquisou a fundo e, desesperadamente, parte em busca do culpado e mata Gatsby e suicida-se.

Gatsby que sempre tinha vários convidados em sua casa quando dava suntuosas festas teve seu enterro apenas com o pai, Nick e seus empregados. Triste fim, porém esperado fim pra quem busca a superficialidade do materialismo a fortes relações baseadas na confianca e respeito. Quem respeita , compreende e aceita.

Essa trama sustenta-se na trivialidade do amor, fortuna e traição o que rende muita estória e, às vezes, seguida de morte para causar uma perplexidade e criar uma curiosidade.

Ao meu ver, este livro somente não entra num fastidioso conto do cotidiano da vida nova iorquina dos playboys porque o escritor descreve muito bem os ambientes, as vestimentas, as ações, as emoções e o momento pós Primeira Guerra Mundial que ele vivera ou observara.

Até o relato de um simples dia caloroso descrito por Fitzgerald pinta a vívida paisagem na sua mente. Logo, é uma ótima leitura.

Faça valer a pena estes dias que você está em casa.

Resenha – As armas da persuasão

Autor : Robert B Cialdini Ano : 2009

Ler a contra capa desse livro e deparar-se com seis princípios básicos que governam o comportamento humano e suas tomadas de decisão gera um certo desconforto.

Primeiramente, a negação – ‘Comigo não, eu sou diferente’. O primeiro princípio da Reciprocidade diz que nos sentimos compelidos a retribuir um favor quando alguém faz algo ou te presenteia antecipadamente; logo, aflora a raiva, você continua lendo os exemplos e avaliando cada pedido absurdo que você já concedeu. A raiva aumenta.

O segundo princípio do Compromisso e Coerência, onde temos de ser coerentes as nossas escolhas de maneira condizente, mesmo que não seja a melhor, com o compromisso assumido. Um exemplo típico disso e que não está no livro são meus inúmeros amigos, inclusive eu num passado não tão distante, que dizem – ‘Eu não consigo guardar dinheiro, preciso fazer a dívida = compromisso e ter o boleto pra pagar.

Nesse momento aflora a barganha, todo mundo age dessa forma mesmo. Falamos sobre o terceiro princípio da Aprovação Social, buscamos nos outros os comportamentos mais apropriados a seguir. Você continua barganhando consigo mesmo e comprovando os princípios já citados.

O quarto princípio da Afeição é arrebatador, preferimos acatar pedidos de pessoas que conhecemos ou, até mesmo, que nos agradam mais visualmente. Bate uma depressão esse confronto com a realidade, você se pergunta será que não tenho personalidade. O quinto princípio da Autoridade confirma que temos um senso de obediência e confiança, ainda que a pessoa esteja somente vestida apropriadamente. Você prefere confiar na palavra de um mendigo ou de um homem de terno? Esse exemplo foi exagerado, mas todos esses princípios são para você usá-los a seu favor.

No final, sempre, a aceitação. O sexto princípio da Escassez, mostra como tudo se torna mais valioso quando fica menos disponível. Sem comentários.

É um livro de leitura fácil, com muitos exemplos sobre todos os princípios para a total compreensão. Super recomendo essa leitura para vendedores e para as pessoas que acabam sempre fazendo algo que não quer.

Resenha | Con occhi di luce

Autor: Corrado Fumagalil
Ano : 2009. 38 pag
Editora:

Poesia é um tipo de texto que para ser apreciado você precisa sentir o que o autor sentira no momento de escrever. Forma poética de relatar situações e momentos. Pode não estar em voga, mas uma boa poesia te faz refletir e relembrar fases da vida ou até mesmo, fantasiar com uma vida que está por vir.
As poesias contidas nesse livreto são de fácil entendimento porque o autor não faz uso de palavras rebuscadas. Abaixo transcrevo um texto que me tocou, e, às vezes poderá tocá-lo também, nem a barreira do idioma é capaz de censurar sentimentos.

SENZA SAPER DOVE

Credo di essere vero,
Perchè nel buio so correre.
Schiavo di questo volante
che mi comanda,
e che mi getta nella velocitá
senza nulla vedere,
se non quel buio
d’infinita incertezza.
Inconsciamente contento,
ebro del rombo del mio motore,
che mi fa volare,
in una corsa da folle,
di me stesso,
che vendo la vita,
per soddisfare
un folle momento d’ebbrezza
di andar veloce,
senza ragione.

Resenha |O investidor inteligente.

Autor: Benjamin Graham

Ano 1949 623 pag
Editora: Harper Collins

Você é um investidor inteligente? ( Pergunta feita no livro que responderei baseada na minha experiência)
Não. Me considero uma especuladora mediana e com muita sorte. No primeiro lote de ação que eu comprei, não analisei valor algum , porém tive sorte e após 3 meses consegui vendê-las com um lucro pequeno. No segundo lote que comprei observei as altas e baixas, todavia não analisei a performance da empresa no mercado por pelo menos dez anos. Ou seja, ainda contei com a sorte e agora após ler esse livro não posso cometer os mesmos erros novamente.
Com isso, começo essa resenha com uma dica. Se você não for usar as informações desse livro e analisar cada ação minuciosamente antes de comprá-las, melhor investir o valor do livro em outra coisa.
Neste livro, você encontrará várias comparações de companhias e seus relatórios financeiros, mesmo que seja companhias americanas, no final você terá uma ideia de como fazer. É uma leitura pesada para leitores leigos como eu. Prepare-se porque para investir você precisa estar atualizado sobre o que está acontecendo na economia do seu país e mundial e como isso poderá afetar a alta e baixa das ações de determinadas empresas.
Às vezes, é mais vantajoso ter um lucro menor e garantido contratando um especialista para aplicar seu dinheiro em ações, se não está disposto a gastar esse tempo com as análises de mercado.
E, isso é o que o livro revela num primeiro momento: você é um investidor ou especulador? Observando que o investidor inteligente sempre compra em baixa e vende na alta. Contudo, você especulador não desanime, também pode ter lucro, da mesma forma que tanto investidor como especulador podem ter perda porque a bolsa de valores é algo um tanto imprevisível.
“ É preciso muita audácia e muita cautela para ganhar muito dinheiro; e quando você acumula muito dinheiro, é preciso dez vezes mais inteligência para não perdê-lo.” Essa frase de Nathan Mayer Rothschild, descreve esse mundo de investimento. Pois, sem cautela você poderá perder muito dinheiro, não se deixa levar pelas ondas de entusiasmos ou euforias de altas súbitas; sempre analise as empresas.
O autor relata várias fases da DJIA( Down Jones Industrial Average) que é a análise das 30 maiores companhias americanas. Aproveite toda essa informação e aplique nos dias atuais da Bovespa (Bolsa de valores de São Paulo), assim por diante seguir com a análise que você está disposto a fazer ou continue aplicando no seu CDB, LCI, LCA com mais de 100% do CDI. Outra dica para você investidor brasileiro, não se arrisque em fundos ou empresas que não estejam autorizados pela CVM, risco desnecessário pro seu rico dinheirinho.
Por mais matemática e estatística que seja todas as análises apresentadas no livro, a raiz da questão volta no seu autoconhecimento . Ao descobrir seu tipo de investidor não fuja dele, se você for um investidor defensivo e tentar ser agressivo acabará vendendo suas ações no momento errado e perderá dinheiro.

Tenha cautela, comece pesquisando as empresas que você já conhece a trajetória e perceba o porquê de suas altas e baixas. Não será rápida essa trajetória, então comece logo.

Faça valer a pena. Desculpe se a configuração não está boa. O POST foi feito pelo celular.

Resenha | Durma bem, Raposinha.

Autor : Dörte Müller

38 pág

Editora: Bookrix

Este livro contém cinco estorinhas para dormir.

1. Durma bem, raposinha.

Conta a estória de uma raposa que gostava de ir todas manhãs para escola com seus irmãos, e ela tinha uma amiga coruja que a observava de sua árvore. Certa noite, seus irmãos não estavam na cama na hora de dormir pois perseguiram um ratinho. O pai e a mãe raposa pediram ajuda a coruja para procurar pela floresta. Todos foram encontrados e ganharam um beijo de dormir em suas camas.

2. O homem na Lua.

Essa estória é sobre Ben e seu amigo alienígena. Na hora de dormir, ele pergunta para sua mãe sobre Sandman (protetor dos sonhos) e se já um homem esteve na Lua, e sua mãe responde que não. Antes de ir para seu quarto dormir, Ben escuta na rádio que um homem estava indo para lua. Nessa noite, ele recebe a visita de Knox, um alienígena que aterrissou na janela de seu quarto com um veículo espacial. Juntos eles fizeram uma viagem até a lua, e Ben voltou a tempo de sua mãe não perceber que ele havia saído.

3. Perigo no Padro dos Sonhos.

Schnuki era a número 21 das ovelhinhas que ajudavam a pequena Mia na hora de dormir. Certo dia, um lobo apareceu e muitas ovelhas saíram de seu caminho, Mia e Schnuki juntaram forças para trazer todas elas, novamente, para o Prado dos Sonhos e Mia dormir tranquilamente.

4. Quando chove estrelas.

A pequena Paula sempre bebia um copo de leite antes de dormir e, também, dava ao seu gatinho. Nesta noite, o gatinho pulou pela janela e fugiu, ela e seus pais procuraram pelo jardim e encima das árvores, mas o Tiger somente foi encontrado na manhã do dia seguinte, no meio dos arbustos e todos dormiram mal aquela noite.

5. Anjinho.

Esse livrinho termina com esse poema sobre como todas as crianças tem um anjinho que as protege a todo momento. Ele é maravilhoso e observa-as no meio da noite para que você não sintam falta do bicho de pelúcia ou se sintam sozinhas. Ele está sempre no coração de cada uma.

Assim, terminarei esta resenha diferentemente das quais estou acostumada a postar. Às vezes, uma estória de fantasia é muito boa para aliviar uma leitura pesada.

RESENHA | VINHA DE LUZ.

Autor: Chico Xavier pelo espírito de Emmanuel

Ano: 1952 401 pag

Editora: FEB

Este livro faz parte da coleção Fonte Viva, aqui você vai encontrar mais 180 novos textos com palavras edificantes e para reflexão. São textos curtos de duas páginas cada.

Abaixo, irei redigir parte de um texto, não por preguiça de escrever essa resenha, mas, sim, para que você tenha um momento de reflexão como eu tive. Após lê-lo, coloquei em prática algumas ações porque você poderá ler um livro de ninar que ali terá uma mensagem que chegará no coração de cada pessoa de uma maneira diferente.

41 – Credores diferentes. “Eu, porém, vós digo: am ai os vossos inimigos.” – Jesus ( Mateus, 5:44.)

O problema do inimigo sempre merece estudos mais acurados. Certo, ninguém poderá aderir, de pronto, à completa união com o adversário do dia de hoje, como Jesus não pode rir-se com os perseguidores, no martírio do Calvário.

Entretanto, a advertência do senhor, conclamando-nos a amar os inimigos, reveste-se de profunda significação em todas as facetas pelas quais a examinemos, mobilizando os instrumentos da análise comum.

Geralmente, somos devedores de altos benefícios a quantos perseguem e caluniam; constituem os instrumentos que nos trabalham a individualidade, compelindo-nos a renovação de elevado alcance que raramenente compreendemos nos instantes mais graves da experiência. São eles que nos indicam as fraquezas, as deficiências e as necessidades a serem atendidas na tarefa que estamos executando.

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Você vem fazendo mais amigos ou inimigos na sua jornada?

Faça valer a pena.

RESENHA | Rápido e Devagar Duas formas de pensar.

Autor: Daniel Kahneman

Ano : 2011 556 pág

Editora: Objetiva

Essa foi a primeira vez que pude ler uma pesquisa publicada, pois no final do livro tem duas cópias da pesquisa do autor. Achei estonteante pelo fato de ser menos complicada do que eu imaginava que seria.

É um livro complexo, intrigante e desafiador porque após terminar a leitura desse livro voce não poderá mais agir como antes. Você estará à prova de que é manipulável. Eu sou manipulável, somos todos manipulados a todos os momentos? Será que temos vontade própria? Ou nossas escolhas são impostas pelo nosso Sistema 1? Somos, realmente, tão preguiçosos? Pensar demais cansa ou pensamos de menos quando cansados?

O que é Sistema 1 e Sistema 2? O autor achou por bem definir dessa maneira as duas formas de pensar porque somos, sim, preguiçosos e guardamos mais facilmente nomes curtos do que longos como: Pensamento intuitivo e Pensamento deliberado.

O Sistema 1 é aquela forma de pensar automática, temos soluções pré-formuladas para várias propostas, o problema surge quando definimos uma resposta baseada numa única informação, sabemos que não é o correto a ser feito com questões importantes, porém as adversidades influenciam o uso desse sistema: a fome, o sono, a pressa e a maneira que essas situações são expostas pra você.

Um exemplo: Após fazer uma trilha, você e seu amigo chegam numa cachoeira, você abaixa para beber água pois está com muita sede. Seu amigo fala que semana passada uma pessoa foi internada após beber água de cachoeira da cidade vizinha. Eu te garanto que, nesse momento, você não vai nem prestar atenção no que seu amigo falou, continuará bebendo a água, pois está cansado e com sede, e só vai gravar a informação da cidade vizinha.

Por mais quanto tempo deixaremos ser influenciados por questões como : Quantos animais de cada espécie Moisés colocou na arca? Resposta: nenhum, a arca era de Noé. Tenho certeza que você acertou por que já estava esperando um desafio, ou leu essa questão com mais cuidado e gastou mais tempo com isso. Agora, se você não acertou, vou supor que estava com fome.

O Sistema 2 é lógico e mais assertivo, porém é mais oneroso, logo, somente, acessamos esse modo de pensar quando a coisa está séria. E digo mais, uma vez acessado esse sistema para cumprir uma primeira tarefa , a segunda já será prejudicada pois você colocou muito esforço mental na primeira. Esse livro demonstra muitos exemplos para provar isso. E, quanto mais você usa seu sistema 2, este criará novos padrões que serão acessados rapidamente pelo sistema 1.

Exemplo: Tente lembrar a primeira vez que você viu um ser humano dormindo na rua coberto com um papelão. O sentimento de choque, inquietação, tristeza que você pode ter sentido naquele momento não é mesmo de hoje; pois o Sistema 2, após registrar essa imagem várias vezes manda a ideia pro Sistema 1 de normalidade, não que isso seja normal e, não quer dizer que você não vá ficar triste se ver essa cena , o impacto será diferente.

E qual o truque para não errar mais?

Não existe, apenas observe como você está alimentando esse Sistema 2. Somos seres que vivemos do emocional, e, frequentemente, tomamos decisões através dessas emoções, guiar-se pela intuição não é ruim, quando você tem um bom conteúdo no Sistema 2 que direcione essa intuição para um caminho de acertos. Esse livro aborda através de vários experimentos como deixamos essas influências direcionar nossas escolhas. Abaixo, reescrevo uma frase que eu li pelo menos 10 vezes, por que ela é fantástica.

“Boa tecnologia tem custo baixo no nosso mundo imaginário.” Simplesmente, verdade. Buscamos um conforto num mundo de ilusões que criamos. Recomendo altamente a leitura desse livro, mas leia de coração e mente, aplique os exemplos em você e em quem estiver ao seu redor. Libertasse desse ciclo, fazemos uma imagem de nós mesmos, fazemos uma imagem de como os outros nos veem, fazemos uma imagem de tudo nosso redor.

Na parte 2, ele descreve a necessidade que tempos em esteriotipar e prever pessoas e situações. Você pode estar se perguntando como assim prever pessoas? Definimos padrões comportamentais para o que imaginamos que uma certa pessoa representa no nosso ver.

Pessoas confiantes serão bem sucedidos, pessoas tímidas terão dificuldades, Deus ajuda quem cedo madruga. Errado. Vários fatores influenciam o desenrolar do sucesso de alguém ou algum projeto, como sorte, momento certo, experiências e etc.

Na estatística sempre usamos uma margem de erro, ou podemos dizer um viés, pra várias ações boas temos um viés de uma ação ruim, ou pra vários resultados ruins tem um resultado bom. E como eu faço pra obter somente resultado positivo? Não existe essa possibilidade, logo, prestigie tanto os resultados bons quanto os ruins, são eles que formularão seu Sistema 2.

Na parte 3, o autor descreve os erros e as ilusões cognitivas de quem é testado e de quem testa. Um exemplo disso é a ilusão de Müller-Lyer (duas linhas do mesmo tamanho que por ter as setas invertidas na ponta parecem ser diferentes). Outra frase muito boa nesse que diz muito é : ” O mundo é imprevisível “, eu iria mais longe – Somos imprevisíveis, e a maioria de nós é otimista.

E ser otimista é ruim? Depende da situação, a pessoa otimista vive mais, tem menos doença, é mais alegre e confiante, mas também, defini errado previsões com taxa-base ruim pois sempre acredita no melhor resultado, se arrisca mais com maior chance ao fracasso, mas na sua mente com ele vai dar tudo certo. No meu ver, ser otimista é ótimo até o ponto que não se torne um eterno sonhador.

A Parte 4 fala sobre Escolhas. Nós, geralmente, escolhemos evitar perder do que arriscar a ganhar. Isso está enraizado na nossa biologia. O autor testifica com vários exemplos mostrando que os pesquisados quase sempre escolhe as opções que não leva a palavra perda no texto. Eu resumiria essa parte com um desafio pra você – Olhe pra pessoa que está do seu lado e pergunte : Responda rapidamente, você prefere deixar de ganhar 1,00 ou perder 1,00?

Eu fiz 3 vezes essa pergunta e todos me responderam deixar de ganhar. As duas frases significam a mesma coisa, porém a aversão pela palavra perda é inconsciente e tão forte que nenhum dos 3 me disse que as duas frases são iguais, não importa a escolha.

Fala-se, também, sobre oferta e demanda pra tudo na vida não somente no comércio. E deixo aqui uma pergunta que resumirá bem esse tópico . Você é do tipo de pessoa que compra blusa de frio no inverno? Se sim, você deverá estar disposto a pagar o preço e não reclamar que os preços sobem nessa época do ano. A conclusão é que o culpado não é o empresario do ramo têxtil que quer ganhar dinheiro; e sim, você que sabe o que acontecerá nesse época do ano com as blusas de frio, por que não se preparou antes?

A partir da sua resposta a pergunta do parágrafo anterior entramos numa outra perspectiva abordada nessa parte do livro sobre como a possibilidade de arrependimento pode influenciar na sua decisão. Parece loucura, mas muitas pessoas vivem empacadas com medo de se arrepender de uma escolha ruim. Aqui, eu digo para ti : VIVA. ERRE. RECOMECE.

E chegamos na parte 5, final, Dois Eus. Nesse capítulo deparamos com o eu experimental e o eu recordativo (como se já não bastante nosso id, ego e superego), o primeiro diz respeito ao momento agora e o segundo é a lembrança do momento vivenciado. O autor explica melhor como cada um desses eus te influencia com um experimento onde sujeitos mergulham a mão em água extremamente fria.

Mas, eu darei um exemplo do dia a dia. Sabe quando você encontra uma pessoa e não vai com a cara dela, sem saber o porquê, você a evita a todo custo. Mesmo que seu eu experimental não tenha formado conclusão nenhuma sobre essa pessoa, o seu eu recordativo já associou algo (físico, gestual, som da voz, etc.) que te faz lembrar outra pessoa que deixou em você uma sensação ruim. Isso é uma resposta do Sistema 1 (lembra daquele sistema preguiçoso que já tem arquivado resposta pra tudo)

E no final da leitura desse livro, eu decide parar de tentar entender tudo e todos ao meu redor. E você? Se ler esse livro, me conta o que você decidiu.

Faça valer a pena.